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. E pronto, cá estou eu de novo. Aqui, agora, a pensar em ti, ou em nós. Naquilo que não posso sentir.
Não te mostro o fogo que me arde por dentro, a ansiedade de te ver, o tempo da espera que nunca mais acaba. Não te mostro o que sou, e não sei porquê. Ou sei, mas não quero que tu saibas. Sinto-me minúscula ao pé de ti, abstenho-me do meu sentir e do meu querer, mas começo a não ter forças para tanto. Saio de pé de ti e só tenho vontade de chorar, mas não consigo. Tu não tens culpa. A culpada aqui sou eu. Só arranjo lenha para me queimar, saí de uma para me meter noutra.
É difícil não te querer, senão impossível. Eu juro que tento, mas não dá. Não dá mais para fugir daquilo que tentei esconder numa gaveta bem funda durante anos, e o pior é que sei que vou ficar na merda outra vez, mas isso agora não interessa, quando chegar a altura penso nisso. Neste momento, és aquilo que tenho de mais parecido com uma melhor amiga, e já não sei o que é isso há muitos anos. Sinto-me bem contigo. Não és transparente aos meus olhos. És-me tão especial miúda...
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