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"Tenho talvez 17 anos. Acabei de ler há pouco termpo o livro que te hei-de oferecer um dia. Entráste na minha vida como o orvalho da madrugada quando me deito sozinha na cama. Com os teus olhos castanhos de estrela cintilante. Passo por ti e não me vês. Não dizes uma palavra, não fazes um gesto, não sorris, e eu amo-te em silêncio.
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Não sei que idade tenho. Não sei onde moras, não tenho como chegar a ti. Só tenho a tua voz, e os teus olhos. Perdi-te no tempo, ou deixei-te ir, não sei. Talvez porque é errado. Porque não pode ser. E eu perdi-te.
.Tenho 27 anos. Estamos no mês de Junho, com uma noite de vento. Fiquei de vir buscar a tua resposta. Esqueçi o que não é certo e o que não pode ser. Vens ter comigo, os teus olhos batem nos meus... e o tempo que ficou no intervalo do nosso encontro não apagou nada. Está tudo aqui, e os teus olhos estão iguais. Não sei que idade terei, mas sei que te vou perder outra vez..."
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Se bem te lembras, (espera, escolhi mal as palavras, tu sofres de um tipo grave e raro de amnésia :) escrevi isto em Setembro. Nessa altura julguei que te querias afastar de mim, o que de certa forma até aconteceu. Mas não me importo que a tua presença física não seja constante, tenho outros meios de chegar a ti. Não pretendo também que me retribuas no sentimento que nutro por ti, uma espécie de amor imensurável, ou até devoção como já chamaram.
Quero que saibas apenas uma coisa: nunca ninguém te irá amar mais do que eu.
As minhas palavras são sentidas. Sente-as tu também...
PS.- És a maçã mais alta da minha árvore. Por mais que a tente subir, tenho a perfeita noção que nunca te irei apanhar. És demasiado grandiosa para a minha insignificância.
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